Projeto Final

Tema

Análise pós-estruturalista da construção e queda do Muro de Berlim.

Introdução

Muitas vezes encontramos em jornais, televisão, ou internet notícias e reportagens que discutem as diferenças entre capitalismo e socialismo e abordam de forma política e econômica os diversos conflitos que essas ideologias causaram durante o século XX.

Entretanto, não apenas de política e economia dá-se a estrutura e a dinâmica da sociedade e por isso decidimos abordar pelo aspecto social o impactante fenômeno que foi a separação, da noite para o dia, de Berlim Oriental e Ocidental, por um Muro que se tornou símbolo da Guerra Fria.

Não queremos apenas expor fatos históricos, isso todos já estão cansados de escutar. Queremos, através de nosso projeto, buscar entender de forma mais humana as consequências da construção do Muro.

Como as pessoas se sentiram quando ele foi construído? O que o cidadão de Berlim Oriental sentia? E o de Berlim Ocidental? Será que com o tempo a população se acostumou com a imposição do muro e as insatisfações diminuíram? Ou será que as insatisfações aumentaram? O que aconteceu com famílias que foram obrigadas a se separar? Será que as pessoas insatisfeitas tomaram algum tipo de atitude para que essa imposição acabasse?

São questionamentos desse tipo que pretendemos fazer. São eles que nos levam a entender de fato o que foi essa separação.
Afinal, não foi simplesmente uma divergência de ideias, e sim uma separação concreta, um muro feito de aço, cimento e cercas de arame farpado com armadilhas e explosivos.

Esse Muro separou amigos e famílias. Separou uma Nação. E se tornou um marco do período em que o mundo foi dividido em dois, segundo duas ideologias.

Portanto, mais do que nos questionarmos quanto aos fatos políticos ou econômicos, visamos focar no aspecto humano: os sentimentos, as insatisfações, a luta, a busca pela liberdade, que por 28 anos, foi para muitas pessoas nada mais do que uma utopia.

Objetivos

  • Analisar como os cidadãos de Berlim Oriental e Berlim Oriental reagiram frente à construção do Muro.

Quais as semelhanças e diferenças entre os que sofreram a imposição de forma indireta e os que sofrera de forma direta?

  • Entender como diferentes gerações encararam um mesmo fato.

Será que os adultos e os jovens encararam a construção do Muro de uma mesma forma? E aqueles que nasceram durante os 28 anos de separação, tinham uma visão diferenciada?

  • Buscar motivos e grau da satisfação/insatisfação.

Por que existem aqueles que encaram o Muro de uma maneira positiva? E por que, de outro lado também existia insatisfação? Será que ao longo do tempo a insatisfação/satisfação tiveram sua intensidade alterada?

  • Compreender os sentimentos decorrentes da separação entre amigos e famílias.

Qual será o sentimento de uma mãe longe de seu filho? Ou de uma criança longe de seu melhor amigo? Será que um dia essas pessoas se reencontraram?

  • Analisar a visão atual de pessoas que viveram os anos de separação.

Como aqueles que viveram em Berlim antes da queda do Muro encaram aquele período hoje? Será que mudaram de opinião?

Justificativa

Para responder nossos questionamentos, é necessário entender o contexto geral de uma época, entender os motivos que causaram o conflito e levaram à construção do Muro; conhecer mais sobre as ideologias que separaram o mundo durante a Guerra Fria.

E com tal objetivo, criamos o nosso blog, “The checkpoint Charlie”, dando base, por meio dele, ao nosso projeto.

Metodologia

  • consulta de livros, artigos, filmes e documentários.
  • entrevistas com pessoas que viveram no período da separação.
  • entrevistas com pessoas que visitaram Berlim atualmente.
  • participação em redes sociais.

(Postado por: Artur Botarelli, Juliana Fabbron, Priscila Ruggeri e Raphael Furquini)

 

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Uma resposta para Projeto Final

  1. Tatyane Estrela disse:

    Um projeto e tanto. Nada mais pós-estruturalista do que reescrever a história dando visibilidade aos conflitos, contextualizando e indo além das análises superficiais, tendenciosas e manipuladas tão difundidas pela grande mídia.

    Bjos

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