Ilya Prigogine e a carta para as gerações futuras

Pessoal, achei um texto muito interessante, chamado “Carta para as gerações Futuras”.

Ela foi pública alguns anos após a  queda do Muro de Berlim. Nela, o autor discute as suas expectativas para a era da globalização, após o fim da guerra fria, bem como os desafios que a nova geração de cientistas tem de enfrentar. Alguns temas, como a criação de novas representações, aparecem, relacionando o texto com os assuntos discutidos em sala de aula na última semana.

Esse texto complementa as discussões do blog, uma vez que mostra as visões e expectativas de uma pessoa que vivenciou todo o conflito Capitalismo x Socialismo, do fim da segunda guerra até a queda do Muro de Berlim.

Alguns parágrafos interessantes:

“Em minha mensagem às futuras gerações, gostaria de propor argumentos com o objetivo de lutar contra os sentimentos de resignação ou impotência. As recentes ciências da complexidade negam o determinismo; insistem na criatividade em todos os níveis da natureza. O futuro não é dado.”

“Quanto mais a ciência avança, mais nos espantamos com ela. Fomos da idéia geocêntrica de um sistema solar para a heliocêntrica, e de lá para a idéia das galáxias e, por fim, para a dos múltiplos universos. Todos já ouviram falar do Big Bang. Para a ciência, não existe um evento único, e isso conduziu à idéia de que múltiplos universos podem existir. Por outro lado, o homem é até agora a única criatura viva consciente do espantoso universo que o criou e que ele, por sua vez, pode alterar. A condição humana consiste em aprender a lidar com essa ambigüidade. Minha esperança é que as gerações futuras aprendam a conviver com o espanto e com a ambigüidade.”

Abaixo, um pouco mais sobre o autor:

Ilya Prigogine foi um químico nascido em Moscou em 1917, alguns meses antes da revolução russa. Como sua família era crítica em relação ao governo soviético, eles deixaram a Rússia em 1921, indo para a Alemanha, e em 1929 foram para a Bélgica.

Prigogine é reconhecido pela definição das chamadas “estruturas dissipativas” e seu papel em sistemas termodinâmicos, uma descoberta que lhe garantiu o Prêmio Nobel de Química em 1971. Esse trabalho questionava a linearidade e o determinismo das ciências naturais, na medida em que definia a formação de sistemas biológicos complexos e em um novo papel do tempo na ciência. Isso é visto por muitos como uma ponte entre as ciências naturais e as ciências sociais.

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